Descendo o Rio – Capítulo II

10 09 2009

Fiquem agora com mais um capítulo do nosso folhetim (como disse @natsalles : “chame de folhetim, é melhor que novela.”). E logo em seguida fique com mais um capítulo inédito de Vale a Pena Ver de Novo.

A viagem estava tranquila. Apesar de cansado, Igor não conseguia dormir, era sempre assim em viagens, principalmente de ônibus. Fernanda estava lendo um livro, os dois não conversaram desde que embarcaram na viagem, por causa da discussão discussão da rodoviária, foi uma coisa besta, mas qualquer coisa era motivo. Fernanda já não gostava mais de Igor como antigamente, estava com ele somente por comodidade e por achar que ele ainda gostava dela.
– Vou ao banheiro. – Disse Igor.
Fernanda não disse nada, só deu espaço para ele passar. Igor notava a indiferença dela, e no caminho para o banheiro pensava em algo que poderia fazer para ela voltar a falar com ele.
Enquanto Igor estava no banheiro, o ônibus deu uma freiada brusca. Igor lavou as mãos depressa e saiu do banheiro. Nesse momento ele vê três homens armados adentrando ao ônibus. Era um sequestro.
– Todo mundo quieto, passem todo o dinheiro que tudo vai ficar bem. – Disse o primeiro assaltante.
– Ei, você de pé, senta na porra do seu lugar! – Disse outro assaltante, apontando a arma para Igor.
Igor estava indo ao seu lugar, mas um dos assaltantes falou:
– Conheço você, é o filho do prefeito de Santos.
– Não, não sou. – Disse Igor, que realmente não é filho de prefeito nenhum.
– Tá me achando com cara de trouxa? É você sim. – Retrucou o assaltante.
– Não sou eu mesmo, eu juro. – Igor começava a ficar preocupado com essa implicância.
– Se ele é o filho de um prefeito, a gente podia sequestrar ele. – Sugeriu um dos assaltantes.
– Mas eu não sou filho de prefeito nenhum. – Mesmo falando, Igor sabia que os bandidos estavam decididos.
– Cala a boca, você vem com a gente! – Decidiu o chefe dos três.
Fernanda fingiu que não conhecia Igor, que ia com os bandidos para dentro de um Corsa preto.

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Descendo o Rio – Capítulo I

3 09 2009

(Esse post é uma ficção, e a ficção começa depois do negrito, se quiser pode pular para parte)
Estava voltando de uma importante reunião , quando decidi tomar um decisão para as quintas feiras do blog.
Eu desde quando li Machado de Assis pela primeira vez, tive essa intenção, criar um romance em que cada capítulo seria postado semanalmente.
Aí você me pergunta: “Mas Heitor, isso não é uma novela?”
E eu respondo: “Sim, uma novela.”

Na verdade não é bem uma novela pois é semanlamente, é um seriado, prefiro chamar assim, novela tem muita gente que não gosta. Mas minha inspiração maior foi, como eu disse, Machado de Assis, um dos, senão o maior, escritores do Brasil, que escrevia seus romances em partes nos jornais da época. Era o ínico da ideia de novela em que a aceitação do público influenciava na história.
Pensando nessa ideia sempre tive a intenção de escrever uma historia que seria feita aos poucos conforme a aceitação de quem estivesse lendo, sei que seria melhor fazer isso quando o blgo tivesse mais leitores, mas foda-se, se estou com vontade de fazer não vou me reprimir.

Assim começa o romance Descendo o Rio (Prometo que nos próximos capítulos eu vou direto a história):

Fernanda e Igor estavam esperando o ônibus na rodoviária, provavelmente estava atrasado, Fernanda olhava a cada instante para o relógio da estação que marcava 16:54. Nisso Igor resolve dizer:
– Seu pai está demorando, ainda bem que o ônibus está atrasado, mas que besteira você esquecer as passagens em casa.
– Eu sei, eu sei, já to de saco cheio de saber, sou uma idiota mesmo, sem responsabilidade. – Diz Fernanda, como se a última coisa que quisesse ouvir fosse um bronca de seu namorado.
– Eu não disse isso… – A essa altura Igor já notava Fernanda manipulando a situação para criar algum tipo de confusão.
– Não disse mas pensou. – Fernanda sabia como sair como vítima, mesmo que tenha sido culpada.
– Seu pai está vindo. – Igor foi salvo pelo gongo, não precisava estragar sua viagem com uma discussão logo ao embarcar no ônibus.
Assim que pegaram a passagem de Fernanda o ônibus chegou, quase não deu tempo de agradecer seu pai e tiveram de correr para a plataforma de embarque.
O ônibus estava indo para Jacutinga, os namorados iriam acampar e aproveitar um feriado tranquilo. Era a intenção…

Obs:
O texto em si foi curto por que escrevi demais antes da historia, e também por que é o primeiro então não escrevi demais pra não assustar nínguem.
E sim, mesmo sem retonro eu vou continuar a escrever essa porcaria, vai que um dia isso fica bom.