Descendo o Rio – Capítulo III

24 09 2009

Vamos para mais um capítulo de Descendo o Rio, o folhetim mais a toa da internet brasileira.(Vou escrever pouco, pois uma amiga minha disse: “Quando tem muito texto eu nem leio.” Foda, mas eu também faço isso.

Capítulos anteriores:

Capítulo 1
Capítulo 2

Igor foi jogado dentro do porta malas de um corsa preto.  Já fazia mais de uma hora que se encontrava lá dentro, o ar já começava a faltar e a velocidade em que o carro ia já lhe machucava a coluna. Os sequestradores abriram a porta.
– Desce idiota. – Disse um dos bandidos.
– Eu já falei que não sou filho de prefeito nenhum. – Igor tentava mais uma vez esclarecer a situação, mas os sequestradores não davam atenção a ele.
Entraram os 4 em um barraco, sujo e cheio de teias de aranha. Jogaram Igor em um cômodo com as janelas trancadas por pedaços de madeira, nem a luz entrava direito.
Fernanda pegara um ônibus de volta casa, já tinha contado a notícia para os pais de Igor, que estavam desesperados. Quando chegou em casa os pais de Igor já a aguardavam com uma equipe de jornalismo, estavam lá para fazer uma matéria sobre o sequestro.
Um dos assaltantes voltou da cidade correndo para contar sobre a notícia que acabara de sair na televisão e descobrira que Igor não era mesmo filho do prefeito.
– Merda, o que a gente faz com o moleque agora? – Falou o chefe deles.
– A gente pode largar ele na floresta. – Disse outro deles.
– Beleza, vamos fazer isso agora e deixar essa ideia de sequestro pra lá. – Disse o chefe já abrindo a porta do quarto que estava Igor. – Vamo seu bosta, vamo soltar você.
Igor começava a ficar aliviado, não sabia o que iriam fazer com ele e agora parecia que acabaria tudo bem.
Jogaram Igor mais uma vez no porta-malas do carro e seguiram. Abriram a porta novamente ao encostar na beira de uma estrada.
– Vamos deixar você no meio do mato. Não vai tentar fugir agora. – Disse um dos caras.
– Tudo bem. – Igor falou sabendo que era melhor cooperar.
Adentrando no meio da mata um dos sequestradores deu uma paulada na cabeça de Igor, que caiu desmaiado.
– O que você fez? – Perguntou o chefe.
– Não sei, fiz pra ele não decorar o caminho de volta. – Disse o bandido tentado se desculpar.
– Não faz sentido, mas tudo bem, vamos levar ele mais pra dentor da floresta então. – Falou o chefe.
E andaram por três horas e deixaram Igor jogado no chão da floresta.

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Descendo o Rio – Capítulo II

10 09 2009

Fiquem agora com mais um capítulo do nosso folhetim (como disse @natsalles : “chame de folhetim, é melhor que novela.”). E logo em seguida fique com mais um capítulo inédito de Vale a Pena Ver de Novo.

A viagem estava tranquila. Apesar de cansado, Igor não conseguia dormir, era sempre assim em viagens, principalmente de ônibus. Fernanda estava lendo um livro, os dois não conversaram desde que embarcaram na viagem, por causa da discussão discussão da rodoviária, foi uma coisa besta, mas qualquer coisa era motivo. Fernanda já não gostava mais de Igor como antigamente, estava com ele somente por comodidade e por achar que ele ainda gostava dela.
– Vou ao banheiro. – Disse Igor.
Fernanda não disse nada, só deu espaço para ele passar. Igor notava a indiferença dela, e no caminho para o banheiro pensava em algo que poderia fazer para ela voltar a falar com ele.
Enquanto Igor estava no banheiro, o ônibus deu uma freiada brusca. Igor lavou as mãos depressa e saiu do banheiro. Nesse momento ele vê três homens armados adentrando ao ônibus. Era um sequestro.
– Todo mundo quieto, passem todo o dinheiro que tudo vai ficar bem. – Disse o primeiro assaltante.
– Ei, você de pé, senta na porra do seu lugar! – Disse outro assaltante, apontando a arma para Igor.
Igor estava indo ao seu lugar, mas um dos assaltantes falou:
– Conheço você, é o filho do prefeito de Santos.
– Não, não sou. – Disse Igor, que realmente não é filho de prefeito nenhum.
– Tá me achando com cara de trouxa? É você sim. – Retrucou o assaltante.
– Não sou eu mesmo, eu juro. – Igor começava a ficar preocupado com essa implicância.
– Se ele é o filho de um prefeito, a gente podia sequestrar ele. – Sugeriu um dos assaltantes.
– Mas eu não sou filho de prefeito nenhum. – Mesmo falando, Igor sabia que os bandidos estavam decididos.
– Cala a boca, você vem com a gente! – Decidiu o chefe dos três.
Fernanda fingiu que não conhecia Igor, que ia com os bandidos para dentro de um Corsa preto.